SEU PRÓXIMO LIVRO FAVORITO

O Cão, o Gato e a Borboleta

“Às vezes, voltar não é
reencontrar. É apenas passar
por onde já fomos alguém
que não somos mais.”

Há lugares que o tempo abandona.
E há lugares que aprendem a esperar.
Há lugares que nos ensinam a viver.
Outros esperam a vida inteira
para que você atravesse o portão… outra vez.

Quando Miguel Lira, aos cinco anos de idade, atravessa um velho portão escondido entre prédios antigos, encontra um lugar que parece existir à margem do mundo. No Beco do Esquecimento, o tempo não deixa de passar — apenas passa de outro modo.
É ali que o menino, agora chamado Pepe, cresce entre três figuras improváveis: Cão, Gato e Borboleta. Pessoas que por razões diferentes,
chegaram ao fim de uma vida sem que a própria vida tivesse terminado.
Com elas, aprende que algumas perdas não fazem ruído, que o afeto pode nascer do silêncio e que pertencer a um lugar talvez seja a forma mais discreta de ser transformado por ele.
Mas nenhum refúgio permanece intacto. Nem mesmo aquele que parece ter escapado do tempo.
Anos depois, ao voltar ao Beco, Pepe percebe que certos lugares não guardam apenas lembranças, guardam versões de nós mesmos que nunca conseguiram partir.
Há livros que contam uma história.
Outros permanecem conosco como permanecem os lugares onde um dia fomos, sem saber, inteiramente felizes ou profundamente sós.
O Cão, o Gato e a Borboleta pertence à segunda espécie.

Baixe aqui uma amostra do livro…

Os personagens

Miguel Lira, conhecido no Beco como “Pequeno Presente” ou “Pepe”, é um garoto curioso, observador e imaginativo, criado no Beco do Esquecimento. Corajoso e prestativo, mas também rebelde conforme cresce, Miguel tem o dom de inventar histórias que misturam realidade e fantasia.

Inquieto e questionador, ele busca compreender o mundo ao seu redor — e, principalmente, a si mesmo. Entre amizades intensas, descobertas, brincadeiras e um enamoramento platônico por Borboleta, Miguel enfrenta o medo da solidão e da perda de identidade. Seu maior desejo é descobrir quem realmente é, sem aceitar respostas fáceis sobre sua existência ou sobre os limites do mundo em que vive.

Cão é um ex-empresário bem-sucedido que abandonou sua fortuna, família e amigos. Marcado pelas perdas, tornou-se cínico, apático e desiludido, refletindo seu estado de espírito nas roupas surradas e na aparência desgastada.

Inteligente e profundamente pessimista, Cão carrega uma forte culpa e, embora não admita, busca alguma forma de redenção e paz. Mantém relações cautelosas e distantes, assumindo diferentes papéis diante de Borboleta, Gato e o Menino. Mau-humorado e avesso à exposição emocional, teme a rejeição e a humilhação, enquanto luta para não terminar completamente sozinho e sem propósito.

Gato é um ex-atleta radical que, após abandonar o esporte, mergulhou no mundo do crime em busca do reconhecimento e da glória que acredita ter perdido. Arrogante, impulsivo e manipulador, alterna entre o charme e a ameaça, sempre movido pelo desejo de controlar as situações ao seu redor. Por trás da autoconfiança, porém, existe um homem solitário e inseguro, atormentado pelo medo da traição e pelo vazio de uma vida criminosa. Ao lado de Borboleta e do Menino, Gato encontrou uma família improvável — e, em Borboleta, um amor que se tornou seu principal motivo para voltar ao Beco do Esquecimento.

Amina, também conhecida como Borboleta, é uma ex-dançarina cuja carreira foi interrompida por um acidente, vivendo desde então, marcada pela dor, pela melancolia e pela sensação de ter perdido sua identidade junto com a dança.

Introspectiva e discreta, Amina busca passar despercebida, mas sua natureza profundamente empática se revela em pequenos gestos de carinho e bondade. Ela mantém um vínculo maternal com o Menino e encontra em Gato um amor sereno, embora incerto.

Seu maior desafio é encontrar um novo sentido para a própria vida, enfrentando o medo de falhar novamente e de deixar para trás o passado que ainda a define.

Escondido entre três prédios antigos, o Beco do Esquecimento é um lugar frio, silencioso e quase inacessível — mas também uma presença viva e sensível. Embora não tenha magia, possui memória, emoções e empatia, comunicando-se por meio das sombras, do vento, da luz e dos sons.

Protetor e introspectivo, o Beco acolhe cada personagem de uma maneira única: oferece sombra ao Cão, refúgio ao Gato, luz à Borboleta e pertencimento ao Menino. Testemunha silenciosa do tempo e das mudanças que acontecem ao seu redor, transforma abandono, dor e silêncio em conexão, abrigo e, às vezes, esperança.

Coração do Tempo é um Viburnum trilobum que cresce silenciosamente no Beco do Esquecimento. Guardião das estações e das memórias do lugar, suas flores, frutos e folhas acompanham a passagem do tempo e refletem as mudanças ao seu redor.

Embora imóvel e silencioso, Coração do Tempo responde às emoções do Beco: floresce com mais intensidade diante de novos começos e manifesta tristeza diante das perdas. Sua resiliência simboliza permanência em meio à efemeridade, tornando-o um elo entre os habitantes do Beco, suas memórias e o mundo esquecido.